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É a pergunta que me faço todo dia, ainda mais diante dos últimos acontecimentos. Um ser que muda de identidade e busca reconhecer o que tem de si numa nova pessoa. E procura. E encontra. E se perde.
Por que buscar as diferenças, uma condição humana, não é tão diferente assim. É normal. E o que me faz sentir diferente das demais pessoas? Talvez minha história de vida. Mas existem milhares de outras histórias tristes por ai. Ondas passam, limpam a areia. Mas o mar permanece o mesmo.
Vejo pessoas que fizeram a diferença, se destacaram. Nas suas profissões, nos seus pensamentos, nas suas loucuras. Milhares de pessoas que as seguiram. Che, Ghandi, Lula, Mandela. Partindo do princípio de que pensavam diferente, o fato de ter pessoas que pensam de mesma maneira e os seguem acaba com esse estereótipo da diferença. Tornam-se todos iguais.
E na busca incessante pelas diferenças, as pessoas tornam-se todas iguais. Iguais na busca pela diferença, diferentes formas de ser iguais.
E insisto na pergunta: então, por que eu sou diferente? O que responder quando me perguntam isso? O que responder às pessoas que buscam em você alguma diferença? Que esperam apaixonar-se? Quem veem em você algo novo, diferente?
Lembro-me que na graduação certa vez me falaram: a inovação não existe mais, porque a própria concepção de inovar já não é mais nova.
Transmito esse pensamento ao post de hoje: como ser diferente, se a concepção de diferença nos torna todos iguais?
1 Comentário até o momento
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Esse site tá muito imperiano… rs
Brincadeira, amigo.
Bom te ler.
Vou colocar um link lá na outra casa da vila, a velha casa, ok?
Bjao
Comentário por Daniel 20/04/2009 @ 23:55